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Manual do investidor

Sumário

INTRODUÇÃO

Mercado de Capitais

O mercado de capitais é um segmento do mercado financeiro que constitui uma importante fonte de recursos para as empresas que buscam uma alternativa ao crédito bancário para financiar suas atividades ou viabilizar seus projetos de investimentos. Por meio do mercado de capitais, as empresas podem captar recursos diretamente com os investidores, através da emissão de ações ou títulos de dívida no mercado primário.

Posteriormente, caso os investidores queiram se desfazer dos papéis da empresa adquiridos no mercado primário, eles podem revendê-los no mercado secundário, onde haverá apenas a transferência de propriedade e de recursos entre compradores e vendedores, sem a participação da companhia.

No mercado secundário, o preço de negociação de cada papel é determinado por uma série de fatores que podem ser externos – como eventos na política e na economia nacional e internacional, ou internos – como o desempenho econômico e financeiro da empresa, a expectativa de geração de fluxo de caixa futuro e a distribuição dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP).

Hipótese dos Mercados Eficientes

Diversas teorias de Finanças Modernas foram desenvolvidas ao longo dos anos buscando compreender melhor como se dá a formação de preços no mercado de capitais. A Hipótese dos Mercados Eficientes, proposta por Eugene Fama em 1970, defendia a tese de que os mercados de capitais maduros são eficientes na medida em que os preços dos ativos financeiros refletem todo o conjunto de informações relevantes e disponíveis, representando de forma precisa as expectativas dos agentes. Dessa forma, os movimentos futuros dos preços seriam ajustados somente por meio do surgimento de novas informações, sendo, portanto, imprevisíveis.

Para determinar o quão eficiente é um mercado, foram definidas três diferentes formas de eficiência de mercado:

(1) Forma fraca: Um mercado obedece à forma fraca de eficiência quando incorpora, integralmente, a informação contida em preços passados.

(2) Forma Semi forte: Além de incorporar as informações contidas na série histórica de preços, um mercado é eficiente no sentido semiforte quando toda informação publicamente disponível também está refletida nos preços, incluindo as informações obtidas por meio das demonstrações contábeis publicadas pelas empresas, comunicados aos investidores, notícias divulgadas na mídia e quaisquer outras informações relevantes publicamente disponíveis.

(3) Forma forte: Um mercado é eficiente na forma forte quando todas as informações existentes, sejam elas históricas, públicas ou privadas, estão incorporadas nos preços das ações.

Se a forma de eficiência fraca é válida, então nenhum investidor pode obter retornos anormais (em excesso) baseados no comportamento dos preços no passado. A análise técnica não tem utilidade.

Se a forma de eficiência semiforte é válida, então nenhum investidor pode obter retornos anormais (em excesso) fazendo uso de qualquer análise baseada em informações públicas.

Se a forma de eficiência forte é válida, então qualquer esforço em busca de informação privilegiada na tentativa de superar o mercado não tem utilidade, uma vez que o ajuste dos preços é instantâneo e até mesmo os dados ainda não divulgados publicamente já estão precificados.

O relatório The Yale Endowment, publicado no ano de 2012, contribuiu para a validação dessa teoria ao reconhecer que os ativos precificados de forma mais eficiente oferecem menos oportunidades para a gestão ativa, enquanto os ativos precificados de forma menos eficiente oferecem mais oportunidades. A figura a seguir ilustra essa ideia, ao mostrar os retornos obtidos por meio da gestão ativa de várias classes de ativos: 

 

Os títulos do Tesouro dos Estados Unidos (U.S. Fixed Income), por serem considerados um dos investimentos mais seguros e bem precificados do mundo, apresentam a menor dispersão entre todos os ativos, isto é, seus retornos ficam muito próximos ao benchmark.

Quanto menos eficiente for a precificação de um ativo, maior tende ser a dispersão dos retornos. As ações, por exemplo, são mais complicadas de se precificar do que os títulos de renda fixa, o que contribui com a possibilidade de se alcançar retornos bem acima da média do mercado ao investir nessa classe de ativo.

Em especial, nos mercados de capitais de países emergentes, como o do Brasil, há ainda mais espaço para “stock picking”, visto que eles são menos eficientes do que os mercados já consolidados como o dos EUA. Sendo assim, os investidores que forem capazes de identificar boas empresas com um bom potencial de valorização nesses mercados, têm grandes oportunidades de conseguir alcançar resultados excepcionais de forma consistente, ao explorarem a assimetria entre o preço e o valor intrínseco de um ativo. É importante ressaltar que para isso, os gestores devem apresentar uma grande expertise na seleção de ativos, pois escolhas erradas podem levar a resultados catastróficos e gestores desqualificados podem sofrer perdas expressivas.

Selecionando ações: Principais métricas de análise
Lucro Líquido

O Lucro Líquido é o resultado positivo alcançado por uma empresa em determinado período, sendo calculado por meio da diferença entre as receitas auferidas e todos os custos e despesas incorridas, incluindo os impostos. Se esse resultado for negativo, significa que a empresa apresentou prejuízo ao invés de lucro no período em análise.

O principal objetivo das empresas é gerar lucros. Assim, para permitir a continuidade de suas operações, é esperado que o Lucro Líquido apresente crescimento constante ao longo do tempo, seguindo uma tendência histórica de alta.

Contudo, avaliar uma empresa apenas por meio dessa variável pode levar o investidor a erros, uma vez que mesmo apresentando lucros a companhia pode decretar falência. Isso porque o Regime de Competência – método utilizado para realizar o registro de lançamentos contábeis – determina que o resultado apurado ao final do exercício deve considerar todas as receitas realizadas e as despesas incorridas no período, não importando se as despesas ou receitas passaram pelo caixa, isto é, se já foram pagas ou recebidas. Logo, se a empresa não tiver um bom planejamento financeiro para garantir o equilíbrio entre os prazos de recebimentos das vendas a prazo e dos pagamentos operacionais a serem realizados, ela pode sofrer sérios problemas de liquidez e não ser capaz de cumprir os compromissos assumidos.

Portanto, para avaliar a real situação de uma empresa é necessário considerar outros indicadores na análise, observando de forma completa todos os fatores que podem impactar o seu desempenho ao longo do tempo.

EBITDA

O EBITDA (Earnings before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) representa uma estimativa da geração operacional de caixa da companhia, ou seja, o quanto a empresa gera de recursos apenas em sua atividade, sem levar em consideração a depreciação e a amortização (pois não há saída de caixa), os efeitos financeiros e impostos.

Apesar de ser uma das métricas mais difundidas no mercado, o EBITDA possui algumas limitações que não devem ser desconsideradas. Se utilizado adequadamente, esse indicador pode auxiliar o investidor a compreender melhor o desempenho apresentado por uma empresa. De outro modo, pode acabar levando a decisões equivocadas.

Como o EBITDA é calculado com base no regime de competência, ele pode diferir do valor apurado no Fluxo de Caixa Operacional, que apresenta todas as entradas e saídas de caixa operacionais que de fato ocorreram no período. Se o EBITDA superar o Fluxo de Caixa Operacional por longos períodos de tempo, a empresa pode vir a sofrer dificuldades financeiras no futuro, por não possuir caixa suficiente para cumprir suas obrigações.

Além disso, algumas empresas muito alavancadas podem não ser capazes de pagar suas despesas financeiras sem fazer uso dos recursos que correspondem à depreciação e à amortização. Nesse sentido, o EBITDA, enquanto métrica para avaliar a capacidade da empresa de honrar o serviço da dívida, ignora que, quando os ativos forem totalmente depreciados e amortizados, será necessário dispor de novos recursos para a manutenção e renovação da sua capacidade instalada. Mas se os valores referentes à depreciação e à amortização forem aplicados no pagamento de despesas financeiras, a empresa talvez não consiga financiar a aquisição de novos ativos quando isso for necessário. Portanto, em sua análise, o investidor também precisa estimar por quanto tempo a empresa pode adiar seus investimentos e aplicar esses recursos em outros objetivos, sem prejudicar a continuidade de suas operações.

Múltiplos

Os múltiplos são indicadores de mercado muito usados para a comparação analítica entre empresas. Um múltiplo pode ser definido como uma relação estabelecida entre o preço de uma empresa e seus elementos operacionais ou financeiros, tais como Lucro, Valor Patrimonial, EBITDA, Receita e Dividend Yield. Assim, a avaliação por múltiplos busca determinar o valor da empresa com base no valor de alguma variável característica que pode ser obtida por meio de suas demonstrações contábeis. O valor da empresa será um múltiplo do valor do característico escolhido. Por exemplo, o valor da empresa pode ser 10 vezes o lucro do previsto para o ano corrente.

As conclusões provenientes de uma análise por múltiplos apenas são significativas através da comparação dos resultados obtidos pela empresa com os indicadores apresentados por outras empresas consideradas similares, sendo, portanto, um método de avaliação relativa. Os múltiplos partem do princípio lógico de que empresas e ativos semelhantes deveriam ter preços e múltiplos semelhantes. Portanto, os múltiplos podem ser um parâmetro para identificar oportunidades de compra e venda de ações antes de uma análise mais profunda sobre esses ativos.

Normalmente, essa abordagem é muito útil quando existe uma diversidade de empresas comparáveis e dados confiáveis relativos a um mesmo setor.

 

Além de compará-los com os valores apresentados por empresas similares, os múltiplos também podem ser confrontados com suas próprias médias históricas.

Esse método pressupõe que os preços dos ativos refletem as expectativas dos investidores a respeito da performance futura do mercado.

A principal vantagem da avaliação por múltiplos está em sua simplicidade e rapidez, sendo aplicável inclusive a empresas que possuem poucas informações econômico-financeiras disponíveis. Contudo, este método apresenta algumas limitações que não devem ser ignoradas. Se os dados aplicados no cálculo não forem confiáveis, o resultado fica distorcido. Por se tratar de uma análise mais simples, outras variáveis relevantes, tais como riscos, custo de capital, fluxos de caixa futuros, taxa de crescimento etc., não são consideradas. Além disso, as empresas analisadas podem apresentar diferenças que tornam inviável a comparação, ainda que atuem no mesmo setor realizando a mesma atividade. Comparar múltiplos de empresas que apresentam tamanhos e níveis de maturidade diferentes, por exemplo, pode levar a distorções no processo de avaliação.

Ademais, como parte do resultado apresentado pela empresa em suas demonstrações financeiras pode ter origem em escolhas contábeis de natureza discricionária, as empresas em análise podem não ser diretamente comparáveis, sendo necessário, portanto, realizar alguns ajustes antes que os múltiplos sejam calculados.

Cabe ainda dizer que o pressuposto de que o mercado, em média, precifica os ativos de forma correta, embora cometa erros sobre ações e ativos individuais, também pode gerar equívocos. Devido ao “efeito manada”, um determinado setor, de maneira geral, pode estar superavaliado ou subavaliado, levando o investidor a erros de interpretação.

Por fim, tem-se que a avaliação por múltiplos faz uso de dados passados, não refletindo, portanto, a perspectiva futura do negócio.

Sell-Side x Buy-Side

As empresas e os profissionais de investimentos que atuam no mercado financeiro podem ser divididos em dois grupos, sendo eles: 1) Sell-Side e 2) Buy-Side.

O Sell-Side é o “lado vendedor”, formado por empresas como casas de análise e corretoras que oferecem serviços como relatórios com recomendações de investimentos, propondo-se a auxiliar o investidor em sua tomada de decisão. Para tanto, a grande maioria das empresas e profissionais do Sell-Side fazem uso de demonstrações financeiras divulgadas publicamente pelas empresas, além de notícias e gráficos: informações banais, que o Mercado inteiro possui e que já foram precificadas. Destacam-se no Sell-Side apenas os membros do chamado “Sell-Side Premium”, isto é, os grandes bancos e researchs independentes, tais como Goldman Sachs Group Inc., Bank of America Corp., UBS Group AG, JPMorgan Chase & Co., Barclays PLC, Credit Agricole S.A. e Nomura Holdings Inc. Entretanto, essas instituições cobram milhões na venda de seus relatórios para investidores institucionais, como os próprios fundos de investimento, tornando-se inacessível ao investidor médio que precisa recorrer a assinaturas que oferecem informações superficiais e de baixo valor.

O Buy-Side é o “lado comprador”, sendo formado, geralmente, por investidores institucionais, como gestores de investimentos, grupos de private equity, fundos multimercado, de ações, de renda fixa etc. Embora alguns integrantes do Buy-Side não sejam de qualidade, ficando sempre na média do mercado, há uma pequena e exclusiva elite que apresenta as maiores performances já registradas nas bolsas de valores do Brasil e do mundo. Essa elite é formada pelos melhores gestores de fundos de investimento, que possuem as carteiras de value investing mais rentáveis e consistentes que existem. Não se trata da grande maioria dos fundos abertos que mal batem seu benchmark (Ibovespa, S&P 500, VNQ etc.), mas de uma pequena e exclusiva elite que não quer ser descoberta. Esses gestores contam com informações exclusivas e caras (edge) para descobrir quais são as melhores alternativas de investimento. A remuneração dos analistas do Buy-Side está diretamente relacionada com o sucesso de suas carteiras. Ou seja, esses profissionais têm grandes incentivos para vencer o Mercado, custe o que custar, pois são recompensados com taxas de performance proporcionais ao desempenho obtido. Entretanto, quase todos os fundos desses gestores encontram-se fechados para novas aplicações, ou seja, não são admitidos novos cotistas nem novos investimentos pelos antigos cotistas. E, embora seja possível que em algum momento eles sejam reabertos para novas captações, isso não é algo frequente e pode levar anos para acontecer. Além disso, o investimento mínimo exigido costuma ser um valor muito acima da capacidade financeira do pequeno e médio investidor.

Sabendo que tentar superar o Mercado fazendo o que o Mercado inteiro faz não é factível e que para ganhar da média de forma consistente, é preciso ter algum “edge”, ou seja, um conhecimento exclusivo no jargão financeiro, pode-se concluir que faz pouco sentido que os pequenos investidores tentem nadar contra a corrente com movimentos contrários aos dos grandes gestores de investimento. Nesse cenário, surge a Smart Money Research com uma estratégia que permite a qualquer pessoa investir nos mesmos ativos que integram a carteira dos melhores gestores de value investing do Brasil e do mundo, sem precisar passar horas analisando empresas e estudando sobre investimentos. E o mais surpreendente é que a carteira formada com essa estratégia é capaz de alcançar uma rentabilidade ainda maior do que a dos fundos master que a geram.

QUEM É A SMART MONEY RESEARCH E O QUE ELA FAZ?

A Smart Money Research é uma casa de análise, credenciada e regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que tem como missão tornar o mercado de capitais mais eficiente, eliminando a assimetria entre os players que fazem value investing com informações exclusivas e o público em geral.

A estratégia desenvolvida pela Smart Money surgiu a partir de uma ferramenta de inteligência de investimentos elaborada para uso próprio do fundador da empresa. Basicamente, consiste em um método para descobrir e copiar as ações, FIIs, stocks e BDRs de maior consenso entre as elites do Buy-Side que “mandam no Mercado”.

No Brasil, todos os fundos de investimentos registrados na CVM têm a obrigação de divulgar, trimestralmente, a composição de sua carteira. Com isso, qualquer investidor pode verificar, por conta própria, quais foram os ativos que um determinado fundo comprou e, assim, replicar seu portfólio. Entretanto, nem todos os gestores de fundos são adequados para serem copiados. Isso porque a cópia com um atraso de 3 meses de uma carteira com alto giro (turnover) pode não ser capaz de alcançar retornos similares ao obtido pelo gestor, uma vez que este pode realizar grandes mudanças na composição de sua carteira em intervalos menores de tempo, não sendo possível para o investidor acompanhar essas modificações em tempo hábil. Em geral, são passíveis de serem seguidas apenas as carteiras de baixo giro, de fundos conhecidos como “long only” ou “buy and hold”. Esses fundos investem em ações visando obter lucro com a alta do papel, ou seja, o gestor opera estritamente comprado com a expectativa de lucrar com a venda das ações após sua valorização. No curto e médio prazo esses fundos podem sofrer bastante com a volatilidade do mercado. Contudo, no longo prazo é possível obter ganhos expressivos sobre o capital investido e ainda encontrar empresas “multibaggers”, com potencial de retorno de mais de 100%.

Assim, em vez de analisar os tradicionais indicadores econômicos e financeiros obtidos por meio das demonstrações contábeis como as demais casas de análise, a Smart Money Research busca rastrear quais são as ações nas quais os fundos de investimentos mais rentáveis e consistentes do Mercado estão investindo, com um atraso menor do que 3 meses, para que os pequenos investidores também possam investir seu capital nas melhores alternativas possíveis.

Os relatórios de inteligência elaborados pela Smart Money não são relatórios de análise e não contém opiniões ou recomendações. São dados objetivos, sem quaisquer vieses, interpretações ou análises.

METODOLOGIA

Gestores

A partir de um grupo de candidatos qualificáveis chamado de “pré-seleção”, é escolhido o time de gestores da seleção Smart Money. Para ser selecionado, o candidato precisa atender aos seguintes critérios:

 

I. Gerir Fundos de Investimento em Ações (FIAs)

II. Registrar performances excepcionais de forma consistente

III. Se antecipar ao restante do mercado com frequência

IV. Girar pouco suas carteiras (buy and hold / value investing)

 

São descartados os gestores:

 

I. Com performances que se devem a um só ou a poucos acertos

II. Que usam alavancagem de forma excessiva.

 

Isso é uma forma de eliminar o “fator sorte” e selecionar somente os gestores com histórico consistente. 

Para evitar problemas legais com os gestores, a lista exata dos integrantes da seleção não é divulgada.

Fonte de dados factuais

Os relatórios elaborados pela Smart Money Research são formulados com a devida prudência, objetividade e imparcialidade com base exclusiva em informações computadas a partir de dados públicos das seguintes fontes:

 

I. Comissão de Valores Mobiliários – CVM: Balancetes de Fundos, Composição da Carteira, Dados Diários (Valor da Quota, Patrimônio Líquido, N°. Total de Cotistas, Total da Carteira, Captação e Resgate no Dia), Lâmina do Fundo, Demonstrações Contábeis com parecer do auditor, Composição e Diversificação das Aplicações, Fatos Relevantes e Comunicados ao Mercado;

II. Bolsa de Valores – B3: Dados de negociação (corretoras, custódia, volumes, preços etc.);

III. Fundos.Net: Documentos sobre FIIs.

IV. Securities and Exchange Commission – SEC: Dados de companhias abertas negociadas nas bolsas de valores dos Estado Unidos;

V. Canais de Relação com Investidores;

VI. Documentos não obrigatórios de fundos de investimento e de seus gestores, como relatórios de gestão e cartas aos cotistas; e

VII. Quaisquer outras fontes confiáveis de informações discricionárias dos Fundos.

 

Para descobrir os movimentos mais recentes dos gestores, é necessário montar um verdadeiro quebra-cabeças. Os dados obtidos por meio dessas fontes trabalham em conjunto para decodificar as posições e movimentos do smart money, como peças de um mosaico revelando uma imagem. Por meio da triangulação de todos os dados coletados, o método desenvolvido pela Smart Money é capaz de rastrear os movimentos dos melhores gestores de fundos e entrar no lucrativo universo das elites do Mercado Financeiro.

Se eventualmente não for possível computar com clareza uma operação, ela não é considerada.

Formação da Carteira

Após descobrir a composição da carteira de cada gestor através da combinação dos dados coletados, é possível elaborar a Carteira Conjunta.

A Carteira Conjunta consiste na reunião das carteiras de todos os gestores da atual seleção feita de forma “democrática”, ou seja, considerando que cada um possui peso igual, independentemente do valor do seu patrimônio.

Assim, a participação percentual dos ativos que integram a Carteira Conjunta é obtida calculando-se sua média “democrática”:

Onde,

X = Participação do ativo X na Carteira Conjunta

Xi = Participação do ativo X na carteira do gestor i

n = Nº total de gestores da seleção

 A soma da participação percentual de todos os ativos que integram a Carteira Conjunta será igual a 100%. Esses valores são exibidos na coluna “% da carteira conjunta”.

Carteira 10 (C10)

A Carteira 10 é formada a partir da Carteira Conjunta e apresenta as 10 posições de maior consenso entre os gestores da atual seleção. Não são necessariamente as maiores posições individuais de cada gestor.

Para determinar o percentual de participação de cada ativo na C10, é realizado um rebalanceamento das 10 primeiras posições da Carteira Conjunta, de modo que a soma da coluna “% carteira 10” seja 100%.

Onde,

Xk = Participação do k-ésimo ativo da Carteira 10, sendo k = 1, 2, …, 9, 10

Xi = Participação do i-ésimo ativo da Carteira Conjunta, sendo i = 1, 2, …, 9, 10

Por que 10 ativos?

O objetivo da C10 é validar a tese de Paretto para a carteira do smart money. Em outras palavras, poucas ações são responsáveis pela maior parte dos resultados. 10 não é um número mágico e foi escolhido para evitar concentrações muito altas ou muito baixas em uma única empresa.

Sendo assim, “carteiras 8, 9, 11, 12, 13” etc. são igualmente válidas e, dependendo da janela testada, têm performance até maior do que a C10. Mas, em geral, carteiras com um número maior de ativos, como 15 ou mais, acabam tendo retornos menores, que se aproximam da média do mercado à medida que esse número aumenta.

O importante é investir entendendo que as maiores posições são responsáveis, na média, pela maior parte da performance. Carteiras com menos de 8 ativos também possuem excelentes rentabilidades, porém com excesso de variância mensal, além de possíveis distorções estatísticas causadas pela concentração, como o viés de sobrevivência.

Viés de sobrevivência

O viés de sobrevivência é um erro lógico que ocorre ao se considerar apenas uma parcela dos dados em um processo de seleção – os “sobreviventes” ou “vencedores”, ignorando a outra parcela – os “perdedores”, normalmente por causa de sua falta de visibilidade. Em outras palavras, é a tendência de se concentrar em elementos que passaram por um processo de seleção e ignorar os que não chegaram até o ponto onde é feita a coleta dos dados. Esta falta de visibilidade pode levar a várias conclusões falsas.

Em finanças, é muito comum observar o viés de sobrevivência nos fundos de investimento. Isso porque, ao longo do tempo, um gestor pode criar diversos fundos: aqueles que conseguem superar o mercado continuam ativos, enquanto os que apresentam retorno insatisfatório são liquidados ou fundidos com os fundos que foram bem-sucedidos. Com isso, o gestor pode apresentar um histórico de retornos bem melhor do que o que teria obtido caso os fundos de pior performance não tivessem sido excluídos da amostra. Dessa forma, é preciso muito cuidado para escolher os gestores certos para copiar sem cair na armadilha desse viés.

Já no caso das carteiras recomendadas pela Smart Money, para evitar uma concentração muito alta em poucos ativos e impedir que uma parcela importante dos dados fosse excluída – como observado no viés de sobrevivência – optou-se por considerar um número maior de integrantes, sendo no mínimo 10, como uma forma de oferecer aos investidores informações mais confiáveis e de qualidade.

Carteira 20 (C20)

A Carteira 20 também é formada a partir da Carteira Conjunta e apresenta as 20 posições de maior consenso entre os gestores da atual seleção.

Para determinar o percentual de participação de cada ativo na Carteira 20, é realizado um rebalanceamento das 20 primeiras posições da Carteira Conjunta, de modo que a soma da coluna “% carteira 20” seja 100%.

Onde,

Xk = Participação do k-ésimo ativo da Carteira 20, sendo k = 1, 2, …, 19, 20

Xi = Participação do i-ésimo ativo da Carteira Conjunta, sendo i = 1, 2, …, 19, 20

Por que 20 ativos?

No mercado norte-americano, o número de empresas negociadas nas bolsas de valores é muito maior do que o observado no mercado brasileiro. Portanto, a quantidade de empresas com potencial para gerar retornos expressivos também aumenta.

Além disso, em relação ao investimento em ações globais, se a carteira incluísse apenas 10 ativos, ela seria composta por opções consideradas óbvias pelo Mercado, por se tratar de papéis de algumas das maiores e mais conhecidas empresas do mundo, como Facebook, Amazon, Apple, Microsoft e Google.

Dessa forma, buscando agregar maior valor aos investidores, optou-se por incluir 20 ativos na carteira de REITs e Ações Globais.

RELATÓRIOS

Ações Brasil

A carteira de ações Brasil é composta pelo consenso dos gestores de fundos de investimentos em ações (FIAs) mais rentáveis e consistentes do país. Após identificar e selecionar os melhores gestores, a Smart Money trabalha para obter dados mais recentes do que os da CVM, que apresentam um atraso de 3 meses. A carteira é atualizada mensalmente e algumas informações chegam a ser obtidas, interpretadas e publicadas no mesmo dia, como por exemplo, informações divulgadas em Comunicados ao Mercado de Companhias Abertas e dados vindos da B3. Por isso, diversas fontes relevantes de informações são monitoradas diariamente.

Tipos de Ação

As ações que compõem a Carteira Conjunta de Ações Brasil podem integrar vários dos índices desenvolvidos pela B3. Caso o investidor tenha interesse em investir nas melhores pagadoras de dividendos, Small Caps ou descobrir teses “fora do radar”, basta aplicar o filtro desejado à Carteira.

Além disso, o investidor pode filtrar as empresas pelo tamanho (Micro, Pequena, Média, Grande) de acordo com seu valor de mercado e, também, descobrir as melhores ações por setor, na visão dos gestores, verificando como está o alinhamento da sua carteira em cada segmento econômico.

Dividendos

O filtro “Dividendos” seleciona as ações que fazem parte do Índice Dividendos da B3 (IDIV). O IDIV tem por objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos emitidos por companhias abertas que se destacaram em termos de remuneração dos investidores, sob a forma de distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio.

Para ser incluído no IDIV, o ativo precisa atender alguns critérios como: i) não ser classificado como “Penny Stock”; ii) estar presente em 95% das sessões de negociação no período de vigência das 3 carteiras anteriores; e iii) estar dentro dos 33% do total de ativos com os maiores dividend yields distribuídos pelos ativos nos últimos 36 meses.

Smallcaps

O filtro “Smallcap” seleciona as ações que fazem parte do Índice Small Cap da B3 (SMLL). O objetivo do SMLL é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de uma carteira composta por empresas de menor capitalização, isto é, empresas pequenas, com menor valor de mercado se comparado às “Blue Chips” que são as maiores e mais tradicionais empresas da bolsa.  

Para ser incluído no SMLL, o ativo precisa atender alguns critérios como: i) não ser classificado como “Penny Stock”; ii) ter presença em pregão de 95% no período de vigência das 3 carteiras anteriores; e iii) estar fora da lista dos ativos que, em ordem decrescente, representam 85% do valor de mercado de todas as empresas listadas no mercado a vista da B3.

As Small Caps costumam ser empresas com um elevado potencial de crescimento, mas que podem apresentar menor liquidez e maior volatilidade de preços, o que as torna um investimento mais arriscado.

Fora do Radar

O filtro “Fora do radar” seleciona as ações que não fazem parte do Índice Brasil Amplo da B3 (IBrA). Note que o critério é por ativo e não por empresa. Sendo assim, um tipo específico de papel (ON, PN, Unit etc.) pode aparecer nessa lista, enquanto outro papel da mesma empresa pode não aparecer e estar incluído em outro filtro.

O objetivo do IBrA é ser o indicador do desempenho médio das cotações de todos os ativos negociados no mercado a vista (lote-padrão) da B3 que atendam a critérios mínimos de liquidez e presença em pregão, de forma a oferecer uma visão ampla do mercado acionário.

Existem diversos motivos para um papel não fazer parte do IBrA e receber a tag “Fora do radar” na Carteira Conjunta elaborada pela Smart Money. Algumas possibilidades são:

 

I. Ser classificado como “Penny Stock”;

II. Estar em recuperação judicial ou extrajudicial;

III. Ter presença em pregão inferior a 95% no período de vigência das 3 carteiras anteriores;

IV. Estar fora da lista de ativos que, no período de vigência das 3 carteiras anteriores, em ordem decrescente de Índice de Negociabilidade (IN), representem em conjunto 99% do somatório total desses indicadores;

V. O IPO da empresa foi recente e o papel não estava presente em pregão durante o período de vigência das 3 carteiras anteriores.

 

Exceto para o caso de IPO recente, as empresas “fora do radar” são o que o mercado chama de Special Situations, ou Turnarounds quando essas empresas estão passando por um período de potencial recuperação. Por isso, os papéis dessas empresas oferecem um maior nível de risco, mas, em geral, possuem preços descontados e grande potencial de crescimento.

Ações Globais

A carteira de ações globais é composta pelo consenso dos gestores mais rentáveis e consistentes do value investing global – os atuais tubarões de Wall Street.

Os dados utilizados na elaboração da Carteira Conjunta de Ações Globais são minerados na Securities and Exchange Commission (SEC) – a “CVM americana”. A carteira é atualizada trimestralmente e o atraso máximo é de 45 dias no dia da publicação.

Fundos de Investimento Imobiliário (FII)

A carteira de fundos de investimento imobiliário (FII) é formada pelas posições de maior consenso entre os 9 melhores gestores de Fundos de Fundos Imobiliários (FoF). São eles que escrevem os relatórios nos quais as demais casas de análise baseiam suas opiniões.

Com a combinação de dados trimestrais da CVM com relatórios mensais de gestão, a Smart Money consegue obter dados mais recentes. O atraso é irrelevante para o investidor que quer montar um portfólio de FIIs de longo prazo.

Para evitar o viés de conflito de interesse, há uma regra que determina que os gestores de FoF não podem “votar pesado” em FIIs que são geridos ou administrados por eles mesmos. Nesses casos, o percentual de participação do FII na carteira do gestor (FoF) deve ser, no máximo, igual à média dos demais gestores. Assim, se eles investirem mais que isso nos seus próprios FIIs, o percentual é reduzido para média.

Carteira 10 ajustada por segmentos

A C10 de Fundos Imobiliários é composta pelas 10 maiores posições em FIIs com uma distribuição por segmentos mais próxima possível da carteira completa. Não são simplesmente as maiores posições da Carteira Conjunta. O propósito dessa carteira é seguir o consenso dos insiders de forma simplificada, mantendo a diversificação setorial das suas carteiras.

Real Estate Investment Trust (REITs)

Os REITs são empresas negociadas em bolsa que investem no mercado imobiliário dos EUA. No Brasil, são conhecidos como os “primos” americanos dos FII. Para se qualificar como REIT, a empresa precisa se enquadrar em uma série de requisitos, tais como investir pelo menos 75% de seus ativos totais em imóveis, distribuir pelo menos 90% de seu lucro tributável na forma de dividendos aos acionistas e ser administrada por um conselho de diretores ou curadores.

A carteira de REITs da Smart Money é formada pelo consenso dos 4 gestores especializados em Real Estate Investment Trust mais rentáveis e consistentes dos Estados Unidos. Esses gestores foram escolhidos porque sua expertise no ramo imobiliário americano tem se mostrado capaz de gerar um ganho consistente sobre o VNQ (Vanguard Real Estate ETF), o principal benchmark dos REITs, no longo prazo.

Os investidores interessados podem comprar BDRs de REITs diretamente pelo home broker da sua corretora no Brasil. Esses BDRs também pagam dividendos regulares e é uma forma de obter renda imobiliária em moeda forte.

Os dados utilizados na elaboração da carteira são minerados na Securities and Exchange Commission (SEC) – a “CVM americana”. A carteira é atualizada trimestralmente e o atraso máximo é de 45 dias no dia da publicação.

COMO ANALISAR OS RELATÓRIOS?

% da Carteira Conjunta

Mostra o percentual de participação do ativo na carteira completa. Conforme informado na metodologia, a soma dessa coluna será igual a 100%, exceto no caso da carteira de Fundos de Investimento Imobiliários, pois o ajuste realizado para evitar o viés de conflito de interesse entre os gestores dos FoFs e os gestores e administradores dos FIIs, demonstrado anteriormente, fará essa soma ser menor.

O percentual de cada ativo pode parecer pequeno, porque a Carteira Conjunta tem, em geral, mais de 100 ativos. Por isso, considere que 1% já é um valor bem significativo e acima da média.

% da Carteira 10

Apresenta o percentual de participação do ativo na C10. Esse é o percentual que deve ser considerado pelo investidor no momento de comprar os ativos. Seguir a carteira 10 é a nossa única recomendação de investimento. As outras estratégias avançadas (comprar mais barato do que os gestores, filtrar as melhores pagadoras de dividendos, small caps, fora do radar etc.) são possibilidades que o investidor deve analisar, ponderar e seguir ou não por conta própria.

Posição

Mostra a colocação do ativo, em ordem decrescente, em relação à sua participação (%) na carteira. Assim, o ativo com a maior participação ocupará a primeira posição do ranking, enquanto o ativo com a menor participação ficará na última posição.

Gestores que investem

Apresenta a quantidade de gestores que investem no ativo em relação ao número total de gestores da seleção.

Por exemplo, caso o ativo tenha o valor “7 / 7” nessa coluna, isso significa que todos os gestores da seleção investem nele. Mas caso o valor da coluna seja “2 / 7”, significa que apenas 2 de 7 gestores investem no ativo.

% da carteira só dos gestores que investem

É a média da participação (%) do ativo na Carteira Conjunta considerando somente os gestores que investem nesse ativo. Ou seja, não se trata da média “democrática” como no caso do “% da Carteira Conjunta”, pois a soma do peso do ativo não é dividida pelo número total de gestores da seleção, mas apenas pelo número de gestores que investem nele.

Segmento

Informa o segmento de atuação da empresa emissora do papel.

Preço atual

É o preço de negociação da ação em tempo real na bolsa de valores, com atraso de até 20 minutos.

Gráfico consenso entre os gestores

Mostra a evolução do consenso entre os gestores, exibindo a quantidade de gestores que possuem o ativo na carteira em determinado período e destacando o percentual de participação do ativo na carteira de cada um, de acordo com a classificação a seguir:

I. inferior a 1%;

II. entre 1% e 5%; e

III. maior do que 5%.

 

Gráfico de exposição patrimonial

Mostra a evolução da exposição patrimonial da Carteira Conjunta em relação a determinado ativo. Com esse gráfico, é possível observar o percentual de participação do papel na carteira completa em determinado período e analisar se, ao longo do tempo, seu peso tem aumentado ou diminuído.

Gráfico de variação da posição na carteira comparada com a variação do preço no período

Apresenta as variações de preço e de participação (%) do ativo na Carteira Conjunta em cada período. Por meio desse gráfico, é possível estimar se, em determinado intervalo de tempo, houve compra ou venda e se a operação ocorreu com o preço subindo ou caindo.

 

Os diferentes formatos das barras do gráfico podem ser interpretados conforme as orientações apresentadas na imagem a seguir:

Gráfico de ranking

Mostra a evolução da posição do ativo no ranking que classifica os papéis de acordo com a sua participação (%) na Carteira Conjunta. Permite verificar se, com o passar do tempo, o ativo subiu ou caiu de posição, ou se tem mantido sua colocação no ranking.

Resumo da tese

Consiste em um breve resumo do negócio da empresa: principais atividades desenvolvidas, produtos e serviços ofertados, modelo de negócios e principais estratégias de crescimento.

CALCULADORA DAS CARTEIRAS

Buscando auxiliar o investidor na tarefa de montar a sua carteira de investimentos, a Smart Money desenvolveu a Calculadora das Carteiras. Essa ferramenta facilita o processo de alocação do capital entre os diferentes ativos que compõem a C10 e a C20, realizando todos os cálculos necessários para que o investidor saiba exatamente quanto comprar de cada papel, de acordo com o montante que ele possui disponível para investir. Basta informar o valor desejado no campo “Digite quanto você quer investir nessa estratégia” que a quantia que deve ser aplicada em cada ativo será calculada automaticamente conforme o percentual de cada um na carteira.

ESTRATÉGIAS AVANÇADAS

Preços e valuation implícito

Observando as operações dos gestores, é possível inferir o valuation (análise do valor real) que eles fizeram do ativo:

  • Quando aumentam posição em um ativo por um determinado preço, isso significa que esse preço está com um bom desconto em relação ao valor real do ativo, na visão deles.
  • Analogamente, quando reduzem posição, isso pode indicar que: i) o preço já não apresenta vantagem tão grande em relação a outras oportunidades de investimento; ii) o ativo está ficando concentrado demais na carteira; ou, iii) o papel realmente ficou caro demais.

Portanto, sempre observe os pontos de entrada e de redução do Smart Money. Um bom ativo com desconto pode ser uma ótima oportunidade, mas excelentes papéis que podem estar caros demais não é bom um negócio.

Na tela “Gráficos e dados” é possível avaliar o valuation implícito do ativo vs o seu preço atual. Analisando o gráfico de variação da posição e do preço no período, pode-se verificar a que preço os gestores estavam comprando ou vendendo o papel e compará-lo ao preço atual que é informado logo acima dos gráficos. Caso o preço atual esteja menor do que o preço pelo qual os gestores adquiriram o ativo, será possível comprá-lo a um preço melhor do que o que eles conseguiram. Entretanto, se o preço atual estiver maior, convém avaliar se os gestores não começaram a realizar vendas. Para compreender melhor essa questão, observe a imagem a seguir:

 

O gráfico acima mostra que, em dezembro de 2021 e janeiro de 2022, os gestores realizaram compras de GGBR4, quando o preço estava acima de R$ 27,00. No dia 22 de fevereiro de 2022, o preço dessa ação havia caído para R$ 25,40. Logo, essa seria uma boa oportunidade de comprar a ação por um preço melhor do que eles conseguiram.

Preço ajustado

Para comparar preços passados de ações com preços atuais, é fundamental levar em conta eventos societários tais como:

  1. Proventos (dividendos e JCP);
  2. Desdobramentos (splits);
  3. Grupamentos (inplits);
  4. Bonificações; e
  5. Subscrições.

Por isso, em todas as análises o valuation implícito das operações do Smart Money é ajustado para esses eventos.

A CVM explica o conceito nesse link.

Além disso, o retorno de todas as carteiras elaboradas pela Smart Money é comparado com índices “total return”, isto é, índices que, além de considerar a movimentação dos preços, também consideram o reinvestimento dos dividendos, como forma de tornar a comparação mais justa.

Quando comprar?

Os gestores da seleção Smart Money não são market timers, ou seja, eles não tentam prever os passos do Mercado para comprar na baixa e vender na alta. Isso porque não é uma tarefa simples tentar prever os movimentos de curto prazo do Mercado, principalmente em um cenário volátil como o do Brasil. O estudo desenvolvido por Fonseca e Guillen (2020) reforça essa ideia ao mostrar que a maior parte do excesso de retorno das carteiras dos fundos de investimento se deve à habilidade dos gestores na seleção dos ativos (stock picking), e não ao “market timing” – que apresenta um papel secundário com efeito quase insignificante. Ou seja, embora os gestores não possam prever ao certo os melhores pontos de compra e venda dos papéis, eles geralmente conseguem alocar o capital em ativos com potencial de valorização acima do benchmark dentro dos setores selecionados.

Diante disso, o melhor momento para comprar os ativos das carteiras recomendadas seria logo após a atualização dos relatórios, uma vez que as informações estarão mais recentes. Entretanto, não haverá muita diferença se a entrada ocorrer alguns dias depois, já que o investimento tem um horizonte de longo prazo.

Em geral, os gestores de fundos de investimentos, ao montar novos fundos, tendem a manter a mesma proporção da estratégia aplicada em seus outros fundos, comprando o ativo pelo preço atual. Então, se eles mantêm a mesma proporção, é porque ainda consideram o ativo como uma boa oportunidade, tendo em vista que quando eles julgam que um ativo está caro demais, ocorre uma redução de sua participação (%) na carteira.

Além disso, o mandato de alguns desses gestores estabelece que eles devem ficar 100% comprados em ações. Assim, em vez de tentar prever o melhor momento para a compra, esses gestores direcionam seus esforços para escolher os melhores papeis, considerando sobretudo os aspectos microeconômicos de cada empresa.

A Smart Money Research segue a mesma estratégia e não tenta prever o melhor preço de entrada. Sua tarefa é identificar os melhores ativos para se investir em um determinado momento, visando a multiplicação patrimonial no longo prazo.

Quando vender?

O investidor que optar por seguir a Carteira 10 à risca deve respeitar os seguintes preceitos:

I – Sempre que uma ação começar a integrar a C10 ela será comprada;

II – Sempre que uma ação for excluída da C10 ela será vendida.

III – Sempre que uma ação sofrer variações no seu percentual de participação na carteira, o investidor deve fazer um rebalanceamento dos pesos, de acordo com a variação de cada ativo:

 

  • Caso a ação tenha sofrido uma redução em sua participação, o investidor deve vender a quantia equivalente ao percentual reduzido;
  • Caso a ação tenha tido um aumento em sua participação, o investidor deve comprar a quantia equivalente, fazendo uso dos recursos obtidos com a venda dos ativos que sofrem redução na sua participação.

 

Se no próximo período o investidor conseguir mais capital para investir, ele deve somar ao valor já investido e alocar o montante total de acordo com a nova composição da C10, comprando e vendendo as ações de acordo com sua variação.

O backtest divulgado no site foi elaborado seguindo essa estratégia.

 

Entretanto, cabe ressaltar que 10 é um número arbitrário. O investidor também pode optar por manter a ação na carteira mesmo que ela tenha sofrido uma redução (%) ou tenha sido excluída da C10. Isso porque se uma ação deixar de integrar a C10, não é necessariamente porque os gestores da seleção estão vendendo essa ação. A redução da posição de um ativo na carteira, ou mesmo sua exclusão da C10, pode ocorrer devido a três fatores:

  1. Aumento das operações de venda por parte dos gestores;
  2. Queda do preço de negociação do ativo na bolsa de valores;
  3. Aumento no peso (%) de outros ativos.

Dessa forma, o investidor também pode optar por vender um ativo somente quando for observada a situação descrita no item 1, ou seja, quando realmente há uma tendência de venda por parte dos gestores.

Logo, caso um ativo tenha sofrido uma redução (%), antes de tomar sua decisão, o investidor deve analisar o gráfico de variação da posição e do preço no período para estimar se, de fato, os gestores estão vendendo aquele ativo ou não.

COMPRANDO AÇÕES NA PRÁTICA

Para começar a investir na prática, o investidor precisa ter conta em uma corretora de valores. As corretoras são instituições que fazem a intermediação das operações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, tais como as ações. Também é possível realizar os investimentos por meio dos bancos, mas, normalmente, as taxas cobradas pelas corretoras são menores e a variedade de investimentos é maior.

 

Assim que sua conta estiver disponível, o investidor pode realizar a transferência do valor que será investido. Quando o dinheiro cair na conta, o próximo passo é enviar uma ordem de compra através do Home Broker – plataforma online oferecida pela corretora que permite aos investidores operar na bolsa de valores, comprando e vendendo ações e outros títulos e valores mobiliários, de forma ágil e prática.

Ao abrir o Home Broker, haverá uma tela com dados de várias ações que estão sendo negociadas. Por meio do Livro de Ofertas, é possível observar, de forma simultânea, todas as ordens de compra e venda de determinado ativo. Esse livro mostra o nome do agente que está comprando ou vendendo, a quantidade negociada e o preço do papel.

 

Após avaliar a atual cotação do ativo, os compradores e vendedores estabelecem o preço pelo qual estão dispostos a efetuar a operação e enviam uma ordem de compra ou venda. As ofertas de compra são listadas em ordem decrescente, enquanto as ofertas de venda aparecem em ordem crescente, de modo que quando a ordem do comprador que está disposto a pagar o maior valor dentre todos os compradores encontrar uma oferta de venda igual ou melhor do que a desejada, ela será executada. Da mesma forma, quando a ordem do vendedor que está disposto a receber o menor valor dentre todos os vendedores encontrar uma oferta de compra igual ou melhor do que a desejada, ela será executada.

Caso o agente esteja disposto a comprar o ativo por seu preço de mercado atual, então ele deve enviar uma ordem a mercado. Assim, a compra será realizada pelo menor preço da coluna de vendas do livro de ofertas, no limite da quantidade disponível, e não será necessário aguardar para que a ordem seja executada, pois a operação é quase imediata quando o ativo apresenta boa liquidez.

 

A diferença entre as melhores ofertas de compra e venda de um ativo é chamada de Spread. No caso da ação exibida no livro de ofertas da imagem apresentada anteriormente – PETR4, o valor do Spread é de R$ 0,06, uma vez que as melhores ofertas de compra e venda são R$ 31,88 e R$ 31,94, respectivamente. O Spread corresponde ao custo para entrar e sair de uma operação rapidamente. Spreads baixos, que representam diferenças de poucos centavos entre a compra e venda de uma ação, podem não chamar tanto a atenção de investidores de longo prazo. Porém, nas operações de curto prazo, o Spread pode acabar impactando negativamente a rentabilidade do investidor.

Dividindo-se o valor do Spread pelo preço da melhor oferta de venda do ativo, obtém-se a porcentagem que a ação precisa subir para que o investidor possa sair da operação sem perdas, desconsiderando-se os demais custos envolvidos. Ou seja, quanto maior o Spread, maior deverá ser a valorização do ativo para que o investidor não tenha prejuízo. Em geral, quanto maior a liquidez de um ativo, menor tende a ser o seu Spread.

 

Para enviar uma ordem para a corretora, o investidor deve acessar a boleta e inserir as informações dos ativos que serão negociados (ticker, quantidade, validade, preço).

 

Normalmente, o lote padrão de negociação é formado por 100 ações. Ou seja, a quantidade comprada ou vendida precisa ser um número múltiplo de 100. Caso o investidor queira comprar ou vender uma quantidade que não seja um número múltiplo de 100, então a negociação deve ser realizada no mercado fracionário. Para encontrar uma ação no mercado fracionário, basta adicionar a letra “F” ao final do ticker da ação. Nesse mercado, é possível adquirir qualquer quantidade de ações, sem restrições. Entretanto, o valor do Spread costuma ser maior, uma vez que o menor volume de negociações também diminui a sua liquidez.

A validade define o prazo no qual a ordem poderá ser executada: até o encerramento do pregão, até determinada data ou até ser cancelada.

Por fim, depois que a ordem for executada, a liquidação, isto é, o processo de transferência da propriedade dos títulos e o pagamento/recebimento do montante financeiro envolvido, ocorrerá no segundo dia útil após a realização da operação.

TAXAS E IMPOSTOS

Investir em ações não consiste em simplesmente comprar e vender os papéis. O investidor também deve considerar os custos e impostos envolvidos na operação e fazer uma análise de como essas cobranças afetarão a rentabilidade líquida da sua aplicação.

Taxas

Existem três tipos de taxas que são cobradas ao se investir em ações: Taxa de corretagem, custódia e emolumentos.

Taxa de Corretagem

A taxa de corretagem é a cobrança feita pelas corretoras como remuneração do serviço de intermediação financeira prestado em cada operação de compra e venda de ações na bolsa de valores. O valor da taxa pode ser fixo ou representar um percentual do volume negociado. Para o investidor que opera com quantias elevadas, o valor fixo costuma ser mais interessante. Por exemplo, se uma corretora cobra taxa fixa de R$ 10 por ordem, não haverá diferença se o investidor comprar 10 ações ou 1.000. Assim, se o preço da ação for R$ 10 e o investidor comprar 1.000 ações, a taxa de corretagem corresponderá a apenas 0,1% de seu capital.  Em contrapartida, se investidor comprar somente 10 ações, esse percentual vai para 10% e maior deverá ser a valorização do ativo para que o investidor não sofra prejuízos e comece a lucrar.

Taxa de Custódia

A taxa de custódia é cobrada mensalmente pelas corretoras para cobrir seus gastos junto à B3, referente à guarda das ações que o investidor tem na carteira. No caso do investimento em renda variável, a cobrança varia entre 0,0005% e 0,05% ao ano, diminuindo a medida em que o valor aplicado aumenta. Investidores com posições de até R$ 20 mil são isentos desta taxa.

A taxa de custódia é calculada progressivamente (pro rata mês), com base no valor da carteira do investidor no último dia útil de cada mês e a cobrança é feita diretamente na conta depósito do investidor.

As corretoras também podem optar por não repassar o valor dessa taxa aos investidores. Atualmente, é possível encontrar diversas instituições que não cobram pela custódia das ações.

Emolumentos

Os emolumentos são taxas fixas cobradas pela B3 por cada transação realizada pelo investidor. É a remuneração da B3 pelos serviços prestados ao registrar, catalogar, liquidar e guardar as informações das negociações realizadas no mercado. A cobrança incide em qualquer operação, independentemente da corretora escolhida, mas varia conforme algumas regras.

O valor dos emolumentos é composto pela taxa de negociação e pela taxa de liquidação. Atualmente, a taxa de negociação para operações normais realizadas por pessoas físicas e demais investidores, bem como por fundos e clubes de investimentos locais, é de 0,0050% sobre o valor financeiro da operação, de cada investidor (comprador e vendedor). Para as operações realizadas durante os leilões de abertura, de fechamento e em Ofertas Públicas de Aquisição (OPA), o valor da tarifa de negociação é de 0,0070%, desde que não sejam realizadas por fundos e clubes de investimento e não sejam caracterizadas como daytrade. Já em relação à taxa de liquidação, a cobrança é de 0,0250% para pessoas físicas e demais investidores, e 0,0180% para fundos e clubes de investimentos locais.

Os emolumentos são apurados sempre após o encerramento do pregão e descontados em operações diárias. Depois que o percentual da taxa no dia da negociação é definido, a B3 comunica a corretora de valores. Assim, na data da liquidação das operações, a corretora recolhe o valor e repassa para a B3. A cobrança é apresentada ao investidor na nota de corretagem.

Taxas Adicionais: Fundo de Investimentos em Ações

Os fundos de investimento são considerados, juridicamente, como condomínios de natureza especial, constituídos com o objetivo de promover a aplicação coletiva dos recursos de seus participantes – os cotistas. Isto é, o capital investido por cada um dos cotistas é somado aos recursos de outros cotistas para, em conjunto, ser investido no mercado.

Para manter sua estrutura operacional, os fundos de Investimentos cobram algumas taxas, sendo as mais comuns a taxa de administração e, eventualmente, a taxa de performance. Alguns fundos também podem cobrar taxas de ingresso (no momento da aplicação) e de saída (no momento do resgate). Para descobrir todas as taxas incidentes sobre um fundo é necessário consultar seus documentos, como o regulamento e a lâmina de informações essenciais.

     a. Taxa de Administração

A taxa de administração é um encargo cobrado pelo administrador do fundo como remuneração pela prestação dos serviços de administração. Além disso, ela remunera toda a operacionalização da gestão da carteira e os demais serviços necessários ao funcionamento do fundo. 

A taxa é expressa em percentual ao ano (% a.a.) e é cobrada sobre o patrimônio líquido de cada cotista do fundo. Apesar de seu valor ser mostrado no formato de cobrança anual, ocorre um provisionamento diário, uma vez que a cota varia diariamente, sendo o pagamento feito de forma mensal.

A taxa de administração deve ser estabelecida pelo regulamento do fundo. Como não há limites mínimo e máximo do percentual que pode ser cobrado, o investidor deve estar atento e sempre comparar as taxas dos fundos que estiver analisando. 

      b. Taxa de Performance

A taxa de performance é cobrada quando o resultado do fundo supera um certo patamar previamente estabelecido. Ou seja, é uma espécie de prêmio cobrado pelo administrador caso a rentabilidade do fundo seja superior à de seu benchmark. Constitui, ainda, um estímulo que faz o gestor buscar resultados ainda mais expressivos para o fundo.

Nem todos os fundos cobram essa taxa. Mas quando ela existe, normalmente o seu percentual é de 20%. Essa taxa deve ser aplicada apenas sobre a rentabilidade que ultrapassar o benchmark. Além disso, o cálculo só pode ser feito após a dedução de todas as despesas, inclusive a taxa de administração. Embora a cobrança seja por período, no mínimo, semestral, sua apuração é diária, sendo o valor divulgado da cota diária do fundo o resultado líquido obtido.

A taxa de performance precisa estar vinculada a um parâmetro de referência compatível com a política de investimento do fundo e com os títulos que efetivamente compõem a sua carteira. No caso dos fundos de investimento em ações brasileiras, por exemplo, geralmente o benchmark é o Ibovespa.

 

  • Linha D’Água

 

Para determinar a quantia que deverá ser paga a título de performance, é necessário saber o valor da cota-base do fundo, conhecido como linha d’água. A performance é obtida por meio da diferença entre o valor da cota-base ajustada pelo desempenho do fundo e o valor da cota-base ajustada pelo retorno do benchmark no período. Por exemplo, suponha que um fundo de ações, com taxa de performance de 20%, obteve um desempenho de 15% em um determinado mês. No mesmo período, o Ibovespa subiu 10%. Assumindo que o valor inicial da cota-base é de R$100, tem-se:

 

 i. Valor da cota-base, ajustada pelo desempenho do fundo no período: R$ 100 * (1,15) = R$ 115

ii. Valor da cota-base, remunerada pelo Ibovespa: R$ 100 * (1,10) = R$ 110

Performance: (i) – (ii) * 0,20 = (115 – 110) * 0,20 = R$ 1,00

Se no período seguinte o valor da cota do fundo for inferior ao seu valor por ocasião da última cobrança efetuada, não poderá haver cobrança de taxa de performance. Sendo assim, suponha que no próximo mês o fundo apresente um retorno negativo de 5% enquanto o Ibovespa cai 10%. A partir do valor da cota-base calculado no item i, tem-se:

iii. Valor da cota-base, ajustada pelo desempenho do fundo no período: R$ 115 * (1 – 0,05) = R$ 109,25

iv. Valor da cota-base, remunerada pelo Ibovespa: R$ 115 * (1 – 0,10) = R$ 103,50

 

Nesse caso, embora o fundo tenha se saído melhor do que o Ibovespa, não haverá cobrança da taxa de performance, visto que o novo valor da cota-base (R$ 109,25) é inferior à linha d’água (R$ 115) válida desde o último período em que essa taxa foi cobrada.

Portanto, na ocorrência de uma remuneração negativa, a taxa de performance só passa a ser cobrada novamente quando o retorno do fundo superar o prejuízo que o investidor sofreu na sua cota. Ou seja, o gestor ganha quando os cotistas ganham, e perde quando os cotistas perdem.

Se não houvesse uma linha d’água, a taxa de performance seria calculada sempre que a rentabilidade do fundo superasse o seu referencial, mas não seria abatida no próximo período quando os resultados fossem menores do que o esperado.

Tributação

Sempre que as vendas de ações realizadas no mês superar o valor de R$ 20 mil, o investidor deverá recolher o Imposto de Renda sobre os ganhos líquidos auferidos, considerando uma alíquota de 15%. É importante ressaltar que todos custos e despesas incorridos, necessários à realização das operações, podem ser deduzidos da Base de Cálculo do Imposto.

O recolhimento precisa ser feito até o último dia útil do mês subsequente ao da alienação das ações, sendo informado no DARF o código de arrecadação nº 6015. O investidor pode emitir o DARF por meio do sistema Meu Imposto de Renda ou através do SicalcWeb:

 

Meu imposto de renda: https://cav.receita.fazenda.gov.br/autenticacao/login/index/107

 

SicalcWeb: https://sicalc.receita.economia.gov.br/sicalc/principal

 

Ficam isentos do imposto de renda os ganhos líquidos auferidos por pessoa física quando o total das vendas de ações no mês não exceder a R$ 20.000,00. Essa isenção não é aplicável (i) às operações de day-trade com ações, (ii) a cotas de fundos de investimento em índice de ações (ETFs) e (iii) ao exercício de opção de venda de ações – sujeito às regras aplicáveis a derivativos. Os fundos de investimento em ações (FIAs) também não contam com essa isenção, estando os rendimentos auferidos pelo cotista sujeitos à incidência de uma alíquota de 15%, independentemente do valor do resgate ou alienação de cotas efetuadas no mês.

Além disso, no Brasil, atualmente os dividendos distribuídos pelas empresas não são tributados, uma vez que já ocorre a incidência do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) sobre o lucro obtido pela companhia, sendo o seu pagamento uma obrigação da própria empresa.

Cabe destacar que, como os dividendos recebidos pelos ETFs e FIAs geralmente não são distribuídos aos cotistas, sendo reinvestidos e aplicados no rebalanceamento da carteira no intuito de proporcionar a valorização de suas cotas, no momento em que o investidor fizer um resgate, eles acabarão sendo tributados a uma alíquota de 15%, o que não ocorre no investimento direto em ações.

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Repostas das perguntas mais frequentes

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